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POR ONDE ANDA? – Marnen Mendes

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O Por Onde Anda desta semana é com Marnen Mendes, há 12 anos exercendo a medicina, que nos proporcionou uma visão inspiradora sobre o caminho da medicina. Sua dedicação, preparação e amor pela profissão são exemplos a serem seguidos por futuros médicos.


Quanto tempo após a colação de grau você levou para se inserir no mercado? A que você atribui esse tempo para inserção no mercado?
Na verdade, não esperei tempo algum. Pelo contrário, esperaram a minha colação de grau e meu cadastro no CRM para eu ocupar o cargo oferecido a mim. Atribuo isso ao fato de ter escolhido trabalhar em regiões pobres, à minha autonomia em relação a tempo e deslocamento, e ao excelente preparo acadêmico através dos meus professores que nunca deixaram espaço para dúvidas e medos.


Você se considera um(a) bem-sucedido(a) profissionalmente?
Sim. Transito por serviços públicos e privados, por ambientes hospitalares e acadêmicos. Tenho alcançado meus objetivos profissionais e financeiros, então sim, me sinto realizada e bem-sucedida.


Se você pudesse optar novamente, você escolheria a mesma profissão?
Fiz Educação Física e Medicina, ambos na FUNORTE. Talvez, dentro da medicina, me encaminharia para medicina do esporte de alto rendimento mas, talvez não seria tão feliz quanto na psiquiatria. Sim. Escolheria a mesma profissão.

Quanto às expectativas versus a realidade da vida pós-formatura? Há algo que você não esperava ou que o surpreendeu?
Sim. O SUS é excepcional no papel, na realidade não funciona tão bem quanto deveria, mas ainda assim salva milhares de vidas.Digno de louvor.Outra surpresa é o amor que recebemos dos nossos pacientes. Até a formatura ouvimos falar, após ela, sentimos em verdade.


O ensino de graduação o(a) preparou para a atividade exercida imediatamente após a formação?
A soberba precede a queda. Não é isso? Mas não é soberba. É a segurança de saber fazer. Sinto que fui muito bem preparada durante todo o tempo da graduação. Tive professores de excelência, estrutura satisfatória e um volume de pacientes que me permitiram ver de tudo. Saí da Faculdade direto para o sertão da Bahia onde o médico plantonista assumia todo o hospital e ainda partos normais. Sempre deu certo.


Deixe aqui uma reflexão acerca de sua formação, como tem sido o exercício de sua profissão, o mercado de trabalho, as oportunidades, dificuldades, aspirações etc.
Medicina não é sacerdócio. É profissão e fonte de renda. Há de haver entrega, sem dúvidas, mas a realidade exige maturidade que nem sempre temos. O mercado tem apresentado novos obstáculos mas, acredito na capacidade de crescimento mesmo em cenários desagradáveis. Oportunidades não faltam, mas é de suma importância estar preparado. E sobre minhas aspirações: “Se eu vi mais longe, foi porque estava sobre os ombros de gigantes”. Sir Isaac Newton – é o desejo de ser como os grandes homens e mulheres que tive a honra de conhecer.
Em última análise, as palavras de Marnen nos lembram que a medicina é uma profissão de grande responsabilidade, mas também de grande potencial para impactar positivamente a vida das pessoas. É com essa mentalidade de crescimento e dedicação que podemos enfrentar os desafios e alcançar nossas aspirações na busca por uma prática médica cada vez mais eficaz e humanizada.


Por Camila Brígida – Núcleo de Carreiras